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Ah! venho aqui fazer-te poema por sentir
A magia pairando no sentidos que me arrastam ...
quando leio-te e lembro-me...
Não posso mais admirar-te.
Segue sonetando, atiçando os sentidos
causando sensações inimagináveis ao meu eu.
Revisitando histórias antigas que apaixonam...
deixando um rastro de sonhos e delírios sombrios.
Vai, segue sua linha à margem que nos separa...
Feito um rio que segue sempre em frente,
deixando marcas de sua passagem...
Segue sonetando sombras e segredos...
Seremos sempre as mesmas margens de um rio
Que se olham, se cobiçam sem nunca se tocarem
seguindo inertes, observando as mesmas paisagens...